Jogadora aprimora técnica de futsal e conhece a cultura brasileira
Por Camila Baltrusch
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 BrasilNippon
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| Azumi Fujita: "Foi uma experiência incrível" |
Inventado no Brasil, o futsal ganha cada vez mais espaço no estrangeiro – hoje, já são mais de 100 países que praticam o esporte. O Brasil é considerado o melhor do mundo, sendo o único a ter o título de pentacampeão mundial. Não é por acaso que os clubes brasileiros de futsal atraem atletas interessados em aperfeiçoar sua técnica no País.
É o caso da japonesa, Azumi Fujita, 25 anos. Ela arrumou as malas e viajou 26 horas de avião para aprender mais sobre os segredos dos brasileiro. “Foi uma experiência incrível. Tudo que aprendi no Brasil sobre futsal foi novidade para mim. Descobri até mesmo que as regras japonesas são diferentes das brasileiras”, conta Azumi.
A jogadora veio ao Brasil por meio do programa de intercâmbio da Liga Tenryu de Futsal e estagiou por cincomeses no time feminino do Grêmio Londrinense, de Londrina (PR) e mais cinco meses no Kuat/Popiolski de Chapecó, de Santa Catarina, onde se sagrou campeã estadual.
Azumi sempre foi apaixonada por futebol. Formada em educação física, organizou seu primeiro time de futsal no ginásio da faculdade. “Era difícil encontrar equipes de futsal porque ninguém conhece direito, ainda mais feminino. O futebol de campo é mais comum”, explica.
No Brasil, além do futsal, Azumi teve a oportunidade de conhecer um pouco da cultura brasileira. Samba, pagode e mandioca frita foram o que mais cativaram a garota. “Gostei também do povo brasileiro. É bem alegre. O japonês é mais calado”, compara. Outra coisa que ela curtiu foram as festas que achou bastante animadas.
Mesmo com o pouco tempo de Brasil, Azumi conseguiu aprender português. “Fiz muitos amigos aqui, por isso não tive tanta dificuldade”, revela.
Azumi espera poder aplicar o aprendizado com o futsal brasileiro em uma equipe que deseja montar futuramente no Japão e junto às alunas de 15 a 18 anos da escola Hayato, em Yokohama, onde dá aulas.