Mãe de jogador de futsal morto por farpa apoia a carreira do caçula, de 12 anos
05/04/2010
Guilherme Costa se dedica ao esporte, mas atuando como goleiro, também em Guarapuava, no Paraná - onde a quadra da tragédia segue interditada
Há cerca de um mês, Robson Rocha Costa, de 23 anos, morreu depois de se ferir em quadra durante partida festiva em Guarapuava, no Paraná. Uma lasca de madeira de 45 centímetros de comprimento e 8 centímetros de largura se soltou do piso, perfurou a coxa do jogador e atingido vários órgãos.
Robson não fora o primeiro a se machucar no ginásio da cidade. Em 2008, durante um jogo da categoria sub-11 anos, um garoto teve a perna ferida por uma lasca de 25 centímetros.
A quadra segue interditada, à espera de uma vistoria do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura. As investigações tiveram o prazo aumentado, pois a delegada responsável ainda aguarda laudos do IML e do Instituto de Criminalística. Mas Pablo de Almeida, secretário de esportes de Guarapuava, já anuncia:
- Nós não queremos mais a quadra de madeira. Nossa intenção é fazer um piso de borracha, de poliuretano - anuncia.
Dona Marli Costa, mãe de Robson, segue acompanhando o futsal com carinho. Seu filho, Guilherme, 12 anos, é goleiro e não pretende se afastar do esporte.
- Como sempre apoiei o Robson, vou apoiar o Guilherme - diz Marli.